História da Escola

1914 Na freguesia lisboeta de Santos-o-Velho, nasce a Escola Professor Benevides. Ocupando as instalações adaptadas do que outrora fora o palácio dos Condes de Murça, começa por ministrar o ensino oficial de modelação, trabalhos cerâmicos e trabalhos no vidro.

1930 Nos alvores da década, inicia-se o Curso de Serralharia.

A Escola de Arte Aplicada de Lisboa, fundada em 1919, e a Escola de Cerâmica de António Augusto Gonçalves, fundada em 1928, são integradas, em conjunto, na Secção de Artes Aplicadas da Escola de Fonseca Benevides, secção que passou a funcionar no edifício da Rua Almirante Barroso que pertencia à Escola de Cerâmica. A reduzida frequência dos cursos e a implementação de uma nova organização do ensino técnico profissional ditaram a decisão (decreto n.º 18:420, de 4 de Junho de 1930)

1934 Por força do número de alunos matriculados na secção de Artes Aplicadas da Escola de Fonseca Benevides, foi criada, no edifício da Rua Almirante Barroso, a Escola Industrial António Arroio (Diário do Governo, I série de 06.12.1934, decreto-lei n.º 24:747, da mesma data). Só em 1970 esta escola seria deslocada para as atuais instalações.

1956 / 57 O Curso de Auxiliar de Laboratório de Química é transferido da Escola Industrial de Marquês de Pombal para a escola de Santos-o-Velho que adotaria, então, a designação de Escola Industrial de Fonseca Benevides. Graças a donativos de particulares, especialmente antigos alunos, e de instituições, entre contribuições várias, foi possível construir quatro laboratórios nas instalações de Santos-o-Velho: o de Física, Química Geral, Química Analítica e Análise Instrumental. A qualidade dos apetrechamentos técnicos permitiu que a excelência do Curso, com toda a tradição associada, ficasse garantida. Com a década de 1950 a terminar, a escola passaria a lecionar o curso de Formação de Mecânica de Precisão e o de Montador Radiotécnico.

1960 No final da década, o curso de Montador Radiotécnico passou a oferecer as especializações de Radar, Televisão e Computadores, respondendo, assim, à crescente procura de técnicos nestas áreas emergentes. Algumas disciplinas do curso eram ministradas por profissionais da Escola Náutica.

Nesta década, a Escola Industrial de Fonseca Benevides granjeou enorme prestígio e popularidade entre os estudantes. Quando o receio pelas reações do mercado de trabalho aos novos cursos diminuiu, a procura do Curso de montador Radiotécnico ultrapassou o muito popular Curso de Auxiliar de Laboratório de Química, e era de tal monta o número de candidatos à sua frequência, que foi necessário impor restrições ao acesso: apenas podiam inscrever-se no curso os alunos que tivessem obtido classificação de 12 valores na disciplina de Matemática do 2º ano. Além disso, o nível de preparação dos alunos era de tal modo elevado, que aqueles que pretendessem seguir o curso superior do Instituto Industrial ficavam dispensados de algumas aulas! Seguindo a tradição da Marquês de Pombal, desde muito cedo que a Fonseca Benevides procedeu à elaboração de textos de apoio, e era tal a sua qualidade, que várias outras escolas, na ausência de livros acessíveis sobre determinadas matérias, adotavam-nos. À excelência do ensino ministrado também não era estranho o superior e invulgar nível dos equipamentos colocados ao serviço da aprendizagem. Por tudo isso, era vulgar as entidades empregadoras publicarem anúncios nos órgãos de comunicação social requerendo alunos diplomados por esta escola.

1962 A Escola Industrial de Marquês de Pombal, instalada, desde 1886, na Rua dos Lusíadas, em Alcântara, é transferida para um novo edifício construído na freguesia de Santa Maria de Belém.

1963 ─ Uma parte das instalações da Escola Industrial de Fonseca Benevides, a funcionar em Santos-o-Velho, é transferida para o edifício oitocentista entretanto desocupado pela Escola Industrial de Marquês de Pombal. A secção de Química manter-se-á nas instalações de Santos até 1986 / 1987.

1970 Na sequência da Reforma Educativa iniciada pelo Ministro da Educação, Veiga Simão, e tendo em vista a reestruturação dos cursos do ensino profissional, iniciou-se no ensino técnico uma experiência pedagógica que deu origem, na Escola, aos Cursos Gerais de Química e Eletricidade e Cursos Complementares de Quimicotecnia e Radiotecnia.

1980 Pressionada pela procura dos cursos na área da eletrónica, a Escola aluga um imóvel situado nas imediações do edifício-sede e onde, desde 1934, esteve instalada a Escola Comercial de Ferreira Borges. Para aí fez deslocar o ensino dito “unificado” (correspondente aos atuais 7º, 8º e 9º anos). Esse imóvel, apalaçado, datado do final do século XIX e pertencente à antiga herança Burnay, localizado na Rua José Dias Coelho (antiga Rua da Creche), encontra-se, hoje, num estado de completo abandono.

1983 / 1984 Com o ministro José Augusto Seabra, surgem, na Escola, os Cursos Técnico-Profissionais de Eletrónica e de Química, continuando a existir a Via Ensino. A imagem da Escola sai substancialmente valorizada pela qualidade dos cursos aqui ministrados. Alguns alunos recebem vários prémios nacionais e internacionais.

1987 / 1988 São abandonadas as instalações de Santos-o-Velho, imersas, há muito, num avançado estado de degradação. A conclusão das obras de remodelação e apetrechamento do edifício que deita para a Rua de Alcântara permitiu a instalação dos novos laboratórios de Química e de Eletrónica.

1992 Início da construção de um bloco de ligação entre as instalações da Rua dos Lusíadas e da Rua de Alcântara – o chamado “Edifício Novo” – cuja conclusão só se veio a verificar no ano letivo de 1998/1999.

1995 / 1996 As Reformas do Ensino iniciadas em 1992 conduzem ao aparecimento dos Cursos tecnológicos de Eletrónica, Informática e Química. Este ano assinala a estreia do primeiro curso de informática na Escola. Surgem cursos de oferta própria no domínio das áreas tecnológicas.

1998 / 1999 São abandonadas as instalações do edifício da Rua José Dias Coelho. Duas ordens de razões ditaram esta alteração: a progressiva diminuição do número de alunos, reflexo do envelhecimento da população, facto particularmente sentido nas zonas mais antigas da cidade, como Alcântara, e a conclusão das obras do chamado “Edifício Novo”.

1999 / 2000 Começaram a ser lecionados os então designados “Cursos de Formação Inicial” (CFI), neste ano apenas o Curso de Eletromecânico de Manutenção Industrial.

É introduzido na Escola o Programa 15-18. Esta experiência pedagógica tinha por destinatários preferenciais os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos que não haviam concluído ou não se encontravam em condições de concluir, na idade legal prevista, o 3º ciclo do ensino básico (Despacho n.º 19971/99, de 20/10).

2002 / 2003   Os Cursos de Formação Inicial (CFI) dão lugar aos Cursos de Educação e Formação (CEF). Surgem os CEF nas áreas de Eletricidade, Eletromecânica e Computadores.

2005 / 2006 Introdução do primeiro curso profissional: Técnico de Análise Laboratorial (área da Química).

2005 / 2006 Expansão dos cursos profissionais às áreas da Informática e da Eletrónica.

2007 / 2008 Fase 0 do projeto de requalificação e ampliação da antiga Escola Secundária de D. João de Castro, edifício inaugurado em 1949, com traço do arquiteto José Costa e Silva. A Escola Secundária de Fonseca Benevides será transferida para este espaço no ano letivo seguinte. Inserida no âmbito do Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário afetas ao Ministério da Educação, a obra está a cargo da empresa Parque Escolar, E. P. E., com projeto do Arquiteto Gonçalo Byrne.

2008 / 2009 − A Escola abandona as instalações da Rua dos Lusíadas e é transferida para o novo espaço no Alto de Santo Amaro, designado Pólo de Educação e Formação D. João de Castro. O ano letivo inicia-se já nas novas instalações, que são partilhadas com o Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica.

O Despacho n.º 23896/2009 concede existência jurídica ao Pólo de Educação e Formação D. João de Castro, assim oficialmente designado. No Pólo, desenvolvem as suas atividades específicas, para além da Escola Secundária de Fonseca Benevides, a Escola Secundária Rainha D. Amélia e o Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica, utilizando, para o efeito, espaços de uso exclusivo e espaços partilhados. A gestão dos espaços, a articulação das ofertas formativas e das estruturas de coordenação pedagógica, é competência de uma Comissão de Gestão. A empresa Parque Escolar é titular do direito de propriedade do edifício do Pólo.

A Escola candidata-se à lecionação de diversos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), em regime pós-laboral. Os cursos contemplam as áreas da Eletrónica e Automação (9º e 12º anos); Metalurgia e Metalomecânica (9º ano); Eletricidade e Energia (12º Ano); Tecnologias de Processos Químicos (12º Ano); Secretariado e Trabalho Administrativo (12º Ano); Ciências Informáticas (12º Ano) e Proteção do ambiente (12º e 9º Anos).

São abertos cursos de Educação e Formação de tipo 3 na área da química / proteção do ambiente.

2009 / 2010 − Início dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), lecionados em regime pós-laboral.

A Escola expande a oferta de cursos profissionais para além das áreas tradicionais da Informática, da Química e da Eletrotecnia/Electrónica, introduzindo o curso de Técnico de Energias Renováveis e o curso de Técnico de Secretariado. Ao mesmo tempo, mantém-se o Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias.

Último ano de funcionamento do Curso de Educação e Formação — Tipo 5 (Eletrónica e Telecomunicações).

A Escola candidata-se à lecionação de cursos de Educação e Formação de Tipo 6 nas áreas da eletrónica de computadores, proteção do ambiente e ciências informáticas.

Pólo D. João de Castro

A Escola está agora inserida nas novas instalações do Pólo de Educação e Formação D. João de Castro, no Alto de Santo Amaro, em Lisboa.